Silogismo do Tablet

Desenvolvendo a bricolagem da Adriana no Facebook, com as manchetes dos últimos dias:

Premissa 1

Laptops ficam guardados sem uso em escola por falta de infraestrutura

Premissa 2

MEC quer tablets nas escolas, mas programa anterior que entregou laptops chegou a menos de 2% dos alunos

Conclusão

MEC gasta R$ 110 mi em tablets sem plano pedagógico prévio

Como diz a Adriana, dá até medo!

O que diria Aristóteles?


Tablets are Good, Content is Better, and Teachers are the Best Educational ICT Investment

Heráclito dizia que tudo é um rio, um fluxo.

No dia seguinte mudou tudo:

Agora, Ministério da Educação promete tablets para professores

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Separação

Assisti ontem ao iraniano A Separação (Jodaeiye Nader az Simin), dirigido por Asghar Farhadi, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro (2012) e que já ganhou uma série de outros prêmios, como o Urso de Ouro em Berlim e o Globo de Ouro.

Atenção: escrevo posts para refletir sobre filmes sem me preocupar em esconder o final. Portanto, se você não assistiu a este filme mas pretende assistir, sugiro que pare de ler e só volte aqui depois, senão este post funcionará como um spoiler!

Atores principais:

Peyman Maadi (Nader) e Leila Hatami (Simin)

Ali-Asghar Shahbazi (pai de Nader)

Sarina Farhadi (Termeh, filha de Nader e Simin)

Merila Zare’i (Miss Ghahraii, tutora de Termeh)

Sareh Bayat (Razieh)

Shahab Hosseini (Hodjat, marido de Razieh)

Kimia Hosseini (Somayeh, filha de Razieh)

O filme começa com uma cena em que Simin pede o divórcio de Nader.

A partir daí, Nader tem que contratar uma moça (Razieh) para cuidar de seu pai. Ele não sabe que ela está grávida nem que trabalha sem a permissão do seu marido.

Ao chegar mais cedo em casa um dia, Nader encontra seu pai sozinho, caído e amarrado na cama. Quando Razieh retorna, ele discute com ela, chegando a empurrá-la para fora do apartamento, o que provoca sua queda na escada.

Simin fica sabendo que Razieh perdeu o bebê, por causa da queda na escada, indo com Nader ao hospital, quando ambos são agredidos por Hodjat, o marido de Razieh. Nader passa então a ser acusado de assassinato e o espectador descobre aos poucos que ele está mentindo (porque sabia que Razieh estava grávida), envolvendo também sua filha na rede de mentiras, que passa então a questionar o pai. Mas, do outro lado, começamos a desconfiar de que Razieh poderia ter perdido o bebê por ter sido agredida por Hodjat, que aliás passa a perseguir e ameaçar a família de Nader. No final, ficamos sabendo que, em um dia em que Razieh deixou a porta aberta e o pai de Nader saiu de casa, ela foi atropelada ao tentar salvá-lo (numa cena tensa que tinha sido cortada lá atrás quando justamente parecia conduzir a um momento em que o pai de Nader seria atropelado), tendo então perdido o bebê antes do empurrão e da queda na escada. Aliás, ela tinha saído e deixado o pai de Nader sozinho em casa justamente para ir ao médico.

Assim, o filme explora questões de responsabilidade (a dedicação de Nader para cuidar de seu pai é impressionante), honestidade e culpa (que acaba sendo extremamente complexificada), num interessante vai-e-vem de desconfianças e descobertas por parte do espectador.

No final, a filha decide se quer morar com o pai ou a mãe, mas o filme terminar sem que saibamos qual foi sua escolha.

Cf. o trailer:

O filme tem uma página no Facebook e na Wikipedia.

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E-Learning and the Science of Instruction



CLARK, Ruth Colvin; MAYER, Richard E. E-Learning and the Science of Instruction: Proven Guidelines for Consumers and Designers of Multimedia Learning. 3rd Edition, Pfeiffer, 2011 (Kindle Edition). Resenha de João Mattar.

Bibliografia básica do curso Multimedia.

About this Book

O livro é sobre o que funciona em e-learning, baseando-se não em opiniões, mas em pesquisas empíricas. Para a 3 ed., todos os capítulos foram atualizados, além da adição de um novo capítulo sobre o básico do treinamento baseado em evidências. Para ilustrar as orientações, foram adicionados novos storyboards sobre um curso síncrono e assíncrono de Excel, além de um curso assíncrono de vendas farmacêutica. Há ainda um guia para o instrutor, disponível online (mas é preciso registrar como professor e esperar retorno).

Introduction

O texto, cujos exemplos são focados na aprendizagem da força de trabalho (apesar de válidos para educação em geral), trabalha uma oposição entre dois modelos de e-learning: autoestudo (assíncrono) e aulas virtuais com professores(síncronas), que me parece inadequada, pois há autoestudo síncrono (mesmo sem professor, que envolve p.ex. a interação com colegas) e principalmente ead assíncrona com professor (com uso p.ex. de fóruns).

Chapter 1. e-Learning Promise and Pitfalls

O texto trabalha também com uma diferenciação entre e-learning direcionado à aprendizagem individual e objetivos de desempenho organizacionais, assim como entre e-learning voltado a oferecer informação e construir habilidades específicas relacionadas ao trabalho.

Segundo os autores, os métodos mais apropriados de e-learning dependem de: (a) os objetivos do treinamento (p.ex. informativos ou performativos), (b) as habilidades dos aprendizes (p.ex. se eles conhecem mais ou menos as habilidades) e (c) fatores ambientais diversos (como p.ex. limitações tecnológicas, culturais e pragmáticas).

E-learning é definido como instrução oferecida em um dispositivo digital (como um computador ou dispositivo móvel) cujo objetivo é favorecer o aprendizado. Novamente, são diferenciadas as formas de e-learning guiadas por professores (síncronas) daquelas planejadas para autoestudo (assíncronas).

O capítulo discute estudos que apontam que não há diferença nos resultados de aprendizado entre cursos presenciais e a distância, mas que alunos em cursos online bem planejados e implementados aprenderam significativamente mais do que em cursos cujas atividades não foram cuidadosamente planejadas e que foram implementadas com problemas tecnológicos. A conclusão é que não é o meio, mas antes os métodos instrucionais que causam o aprendizado. Os mesmos métodos causam os mesmos resultados, independente do meio. Entretanto, é importante reconhecer a especificidade de cada mídia.

E-learning permite treinamento customizado, envolvimento, uso de multimídia e aceleração da expertise por cenários. Os autores definem envolvimento comportamental como qualquer ação que um aprendiz realiza, como apertar o botão próximo, digitar uma resposta, fazer uma escolha em uma lista etc., enquanto o envolvimento psicológico seria o processamento cognitivo do conteúdo que leve à aquisição de novos conhecimentos e habilidades, como prestar atenção em material relevante, organizar materiais mentalmente em uma representação coerente e integrá-la com conhecimento prévio. Para os autores, a aprendizagem só ocorreria com o envolvimento psicológico. Apertar um botão próximo ou jogar um game podem envolver altos níveis de atividade comportamental, mas pouca atividade psicológica, enquanto assistir a uma animação explicada com narração por áudio envolve pouca (ou nenhuma) atividade comportamental, mas poderá levar à atividade psicológica necessária para o aprendizado. Ou seja: altos níveis de atividade comportamental não se traduzem necessariamente no tipo de processamento psicológico que favorece o aprendizado.

São apontadas também as armadilhas do e-learning: abuso de recursos multimídia (acima da capacidade do sistema cognitivo humano), subutilização desses recursos, falta de foco nos objetivos e abuso da aprendizagem por descoberta.

Os autores diferenciam também o e-learning voltado para informar (transmitir informações) do e-learning voltado para realizar (desenvolver habilidades específicas). Muitos cursos contêm os 2 objetivos. O e-learning performativo (voltado para realizar) pode ainda ser dividido em 2 tipos de objetivos: processuais ou procedimentais (procedural, que promovem a near transfer, em que os passos aprendidos no treinamento são idênticos ou muito similares aos passos requeridos no ambiente de trabalho) e estratégicos (que promovem a far transfer, abordagens gerais para tarefas que não possuem abordagens ou resultados esperados corretos, ou seja, as situações apresentadas no treinamento podem não ser exatamente as mesmas que ocorrem no trabalho).

Interessam-me particularmente essa transferência distante (se é que essa é uma boa tradução) porque ele questiona a rigidez com que muitas vezes o conceito de objetivos de aprendizagem é aplicado. Essas tarefas requerem que o trabalhador adapte as orientações gerais a diversas situações de trabalho. Tipicamente, algum elemento de resolução de problemas está envolvido. O trabalhador precisa, em geral, usar julgamento ao realizar essas tarefas porque não há uma abordagem correta para todas as situações. Aulas que envolvam transferência distante incluem praticamente todo treinamento de soft-skils, supervisão e cursos de administração, assim como habilidades de vendas.

O capítulo explora ainda o que chama de arquiteturas de e-learning: receptiva (aquisição de informações), diretiva (reforço de resposta, passo a passo) e descoberta guiada (construção do conhecimento, como p.ex. com games e simulações), que caminham da baixa à alta interatividade.

Mas todas essas orientações devem ser adaptadas em função dos objetivos do seu treinamento, no conhecimento prévio dos seus aprendizes e do ambiente em que vocês vai desenvolver e implantar seu treinamento.

Leituras sugeridas:

  • Evidence-Based Training Methods: A Guide for Training Professionals
  • Learning by Viewing versus Learning by Doing: Evidence-Based Guidelines for Principled Learning Environments
  • Media Will Never Influence Learning
  • Should There Be a Three-Strikes Rule Against Pure Discovery Learning?
  • Chapter 2. How Do People Learn from e-Courses

    O capítulo insiste que é essencial combinar teorias de aprendizagem com pesquisas que comprovem resultados de e-learning, defendendo o aprendizado centrado no aprendiz:

    quando você foca muito no papel da tecnologia de ponta, pode ignorar o papel do aprendiz

    O potencial revolucionário de várias tecnologias, como cinema, rádio, televisão e computadores, não teriam sido alcançados:

    A razão para a decepcionante história da tecnologia educacional pode se justificar pelo fato de que os instrutores esperavam que os aprendizes se adaptassem à tecnologia, e portanto não planejaram ambientes de aprendizagem consistentes com a forma pela qual as pessoas aprendem.

    Os autores defendem que as pessoas têm 2 canais para processar materiais – visuais/pictóricos e auditivo/verbal, que cada canal tem uma capacidade limitada de processar informações em cada momento e que o aprendizado ocorre quando nos engajamos em processamento cognitivo ativo adequado. Nesse sentido, ocorrem 3 processos cognitivos importantes no aprendizado: atenção e seleção de palavras e imagens, organização mental dessas palavras e imagens, e integração dessas palavras e imagens com conhecimento prévio.

    Deve-se lembrar da limitação de processamento em cada canal. Há 3 tipos de demandas na capacidade de processamento cognitivo: processamento alheio (extranous, que não suporta os objetivos de aprendizagem), processamento essencial (o foco do material) e processamento generativo (compreensão mais profunda, basicamente organização e integração do material, baseada na motivação do aprendiz em dar sentido a ele – que pode ser estimulada por exercícios práticos e exemplos trabalhados).

    Outro ponto essencial é a capacidade de recuperação do conhecimento, quando necessário:

    Para que a transferência tenha sucesso, cursos online precisam incorporar o contexto do trabalho nos exemplos e exercícios práticos, assim o novo conhecimento armazenado na memória de longo prazo conterá ganchos adequados para recuperação.

    São indicadas várias leituras com o próprio Mayer como autor.

    Chapter 3. Evidence-Based Practice

    Os autores reforçam que as sugestões do livro estão fundamentadas na prática baseada em evidências, defendendo que as técnicas instrucionais devem estar baseadas em resultados de pesquisas e teorias baseadas em pesquisas. Nessa direção, são mencionadas várias referências recentes e propostos 3 tipos de questões de pesquisa: o que funciona? quando funciona? e como funciona? Há uma preferência dos autores por métodos comparativos de análise, com grupos de controle, assim como por medidas quantitativas.

    São propostos 3 critérios para se levar em consideração em comparações experimentais: controle experimental (tendo apenas o tratamento instrucional como diferença), distribuição randômica dos aprendizes e medidas apropriadas (como média, desvio padrão e tamanho da amostra).

    Há uma interessante reflexão sobre por que um experimento pode não mostrar efeito instrucional: o tratamento instrucional pode realmente não ter influenciado a aprendizagem; houve um número insuficiente de aprendizes nos grupos experimentais e de controle; a medida de aprendizagem não foi sensitiva o suficiente para detectar diferenças na aprendizagem; os grupos de tratamento e de controle não eram diferentes o suficiente; os materiais de aprendizagem eram muito simples para todos os aprendizes, assim nenhum tratamento adicional foi útil.

    São enfatizadas 2 medidas estatísticas: os resultados devem ter probabilidade menor do que .05 (p< .05) - ou seja, há menos do que 5% de chances de que a diferença não reflita uma diferença real entre 2 grupos; e mostrar um tamanho do efeito igual ou maior do que .5 (ou seja, mais do que a metade do desvio padrão).

    O capítulo termina com um resumo de 5 questões para considerar ao avaliar pesquisas: a) quão similar são os aprendizes na pesquisa em relação aos seus aprendizes? b) as conclusões são baseadas em um design de pesquisa experimental? c) os resultados experimentais foram replicados? (aqui são citadas várias fontes, como The Review of Educational Research e Educational Psychology Review, além de diversos Hadbooks), d) o aprendizado é mensurado por testes que medem aplicação?, e e) a análise dos dados reflete significância prática assim como estatística?

    Os autores sugerem também a importância de desenvolver mais estudos de meta-análise, comparando a educação presencial e o e-learning.

    Chapter 4. Applying the Multimedia Principle: use words and graphics rather than words alone.

    As pessoas aprendem mais profundamente por palavras e recursos visuais (graphics) do que somente por palavras? Baseando-se em teoria cognitiva e evidências de pesquisas, os autores recomendam que cursos de e-learning incluam palavras e recursos visuais, em vez de apenas palavras, o que ajudaria no processamento ativo da informação. Este seria o princípio multimídia. E os recursos visuais devem ser planejados junto com as palavras, não somente a posteriori.

    Recursos visuais podem ter diversas funções: decorativas, representacionais, relacionais, organizacionais e transformacionais. São então apresentados diferentes usos para cada um desses tipos de recursos visuais.

    O princípio multimídia funcionaria melhor para novatos do que para aprendizes mais experientes em relação ao assunto. Além disso, animações seriam mais adequadas do que imagens estáticas em poucos casos, como aqueles que envolvam procedimentos e habilidades manuais complicadas.

    Publicado em EaD, Edtech513 | 2 comentários

    Aprendizagem Colaborativa em Ambientes Virtuais

    Participei hoje de + 1 oficina na Semana Acadêmica da Universidade Anhembi Morumbi: Aprendizagem Colaborativa em Ambientes Virtuais, conduzida por Nivaldo Tadeu Marcusso.

    Descrição: conhecer como as soluções de mídias sociais, de colaboração e tecnologias para ambientes virtuais podem contribuir na melhoria da experiência da aprendizagem.

    Nivaldo mostrou e falou de bastante coisa (inteligência coletiva, open innovation, crowdsourcing, mídias sociais e crowd school) e deu várias sugestões para consulta e leitura – então este post vai em forma de brainstorm, com alguns comentários também da plateia.

    Importância da comunicação síncrona, que gera uma maior sensação de pertencimento.

    MBA em 60 segundos.

    Pierre Lévy já falava de inteligência coletiva desde a década de 80.

    Estar próximo do nó central.

    Com 3 níveis de conexão chegamos a qq 1.

    Inteligência coletiva p desenvolver e melhorar produtos por usuários e clientes, consumidores, empresas e especialistas.





    Importância dos desafios para a aprendizagem.

    Marvin Minksy – MIT

    Comentários: podemos falar tb de uma desinteligência coletiva!


    Center for Collective Intelligence – MIT.

    Ex. de Inteligência Coletiva: bolsas de previsão.

    Gestão do conhecimento – Nonaka.


    fonte: Launch of the Future of Media Lifecycle framework

    Open Innovation Bibliography

    Gerações: GI, Silent, Baby Boomers, X, Y


    fonte: Learning at Touchstone
    Comentários: mas isso acaba padronizando o aluno (desrespeitando as diferenças em seus estilos cognitivos e de aprendizagem), e muda também cf. o curso

    Comentário: vulgarização pelo excesso de informação.

    crowdsourcing: terceirização para a massa

    Innocentive

    NineSigma

    YourEncore

    DSBTheMovie
    Project description for a crowdsourced movie form The Netherlands

    dsbthemovie351 from Marc de Hond on Vimeo.

    sougenial.com.br

    Lego Club

    Choosa

    Zoopa

    Perception – q já usamos na Anhembi

    WebEx – videoconferência etc., q vamos usar agora na Anhembi

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    Avaliação da Aprendizagem no Ensino Superior

    Participei hoje da oficina Avaliação da Aprendizagem no Ensino Superior com o prof. Carlos Jorge Rocha Oliveira. O que pareceu que seria um monólogo acabou se transformando num rico momento de discussão e reflexão!

    Depois de algumas definições, Carlos começou a explorar diferentes instrumentos de avaliação.

    Questões objetivas, p.ex., fornecem uma ampla amostra do conhecimento (pois é possível utilizar várias questões) e eliminam traços pessoais dos alunos.

    Questões objetivas do tipo verdadeiro/falso seriam mais adequadas para utilização em sala de aula, e menos em provas.

    Há vários tipos de questões objetivas de mútlipla escolha: (a) diretas, (b) com texto de introdução e contextualização, (c) com mais de uma afirmação, e depois opções para o aluno escolher – p.ex. I e II estão corretas etc., (d) figura com texto seguidos de alternativas, (e) A porque B, estabelecendo uma relação causal, e então alternativas para interpretar a relação.

    Outro exemplo bastante utilizado de questões objetivas seriam as de preenchimento de lacunas.

    Já as questões dissertativas excluem o fator sorte e a adivinhação, que podem levar o aluno a acertar nas objetivas, mas de outro lado há um desafio de como lidar com a subjetividade da correção. Uma das tentativas de diminuir a subjetividade na avaliação de questões dissertativas é o uso de rubricas. Outra opção: “cf. discutido em sala…”

    Podem-se dividir as questões dissertativas em diferentes níveis: (a) questões mais simples (o que, quando, onde, quem), (b) questões um pouco mais complexas (relacione, defina, exemplifique) e (c) questões mais complexas (desenvolva, resuma, analise, critique, organize). Um dos problemas, que discutimos em outra oficina hoje, ocorre quando o aluno já acha que a questão, por ser dissertativa, é automaticamente uma questão do terceiro nível, ou seja, que a questão pede para ele desenvolver, analisar, criticar etc. (c) – quando na verdade é uma pergunta simples (a).

    Deve-se tomar cuidado para não elaborar questões muito abertas, que praticamente não admitam respostas erradas, como: comente, dê sua opiniáo, fale sobre etc. Deve-se portanto utilizar com bastante cuidado palavras de comando (argumente, discorra, justifique, identifique, o q vc sabe sobre etc.), tanto no enunciado quanto na pergunta.

    Uma questão dissertativa pode ainda estar dividida em mais de uma pergunta, com % diferenciado de nota indicado para cada uma delas.

    Outro ponto interessante que discutimos na oficina da manhã: quando uma questão pede p.ex. 1 vantagem e 1 desvantagem, e o aluno responde com mais de 1 vantagem e desvantagem – você tira pontos porque ele não respondeu 1, mas + de 1? E se algumas respostas estiverem corretas e outras erradas – você tira pontos pelas erradas ou soma pontos pelas certas?

    Outro exemplo de avaliação mencionado foi o estudo dirigido (baseado por exemplo em um artigo).

    Por fim, Carlos apresentou a avaliação por portfólio, e foi aí que se estabeleceu um rico debate na sala. O portfólio seria uma maneira de garantir que o mérito do aluno, tanto acadêmico quanto profissional, fosse levado em consideração no processo avaliativo. Bem utilizado, poderia p.ex. elimintar o TCC, que acaba sendo um longo e penoso trabalho defendido em poucos minutos, muitas vezes não feito pelo próprio aluno, que exige orientação e participação de outros professores na banca que precisam, por sua vez, validar a autoria do aluno, afinal de contas seus nomes vão junto!

    Um dos pontos discutidos foi: como aplicar avaliações em turmas grandes? Naturalmente, pela impossibilidade de corrigir e fazer a devolução de questões dissertativas e outros instrumentos de avaliação mais trabalhosos, o professor acaba optando por questões objetivas. Mas é importante notar que a escolha do instrumento de avaliação, aqui, não é guiada por critérios pedagógicos, e sim por variáveis estranhas ao processo de ensino e aprendizagem, como a meta de uma instituição de atingir um número x de alunos ou colocar y alunos em sala de aula. Esta é a minha reflexão a partir do caminho que a discussão tomou, não as palavras do palestrante.

    Outra questão que vem me afligindo há anos: em muitas instituições de ensino, há bastante tempo o processo seletivo deixou de ser seletivo – como se diz, se você passar em frente da instituição e deixar cair seu RG… já está matriculado! Isso acabou criando turmas cada vez mais desniveladas. Ora, mas nós, professores, não estamos sendo preparados para trabalhar com esse tipo de turma – o discurso todo continua como se estivéssemos dando aula para uma turma nivelada, para um aluno ideal, padrão, que entretanto não existe mais, ou nunca existiu. O desvio padrão é que é cada vez maior. E nesses casos, dentre vários outros desafios, a questão da avaliação torna-se crítica: o que queremos avaliar em uma turma tão desnivelada? Queremos que todos alcancem determinado patamar? Devemos nivelar por baixo (desmotivando os alunos mais avançados) ou por cima (impossibilitando que muitos cheguem lá, ou fingindo que chegaram?) Ou queremos medir, p.ex., o progresso de cada aluno no curso, o tamanho do caminho que ele percorreu, não exatamente onde chegou? Penso que os professores, não apenas do ensino superior, deveriam ser preparados para o trabalho com essas turmas desniveladas; isso deveria ser uma obrigação das instituições em que esse desnível é mais acentuado.

    Surgiu então naturalmente a preocupação com o desnível na capacidade de expressão escrita dos alunos. Há um mito de que basta, para o aluno universitário, ler mais para escrever melhor. Isso pode funcionar para alguns, mas não é regra geral (ainda menos para quem tem dificuldades mais básicas), e de qualquer maneira a leitura sozinha não resolve os problemas da escrita. Ao contrário, aprendemos a escrever melhor se escrevemos e recebemos feedback do que produzimos, tanto do ponto de vista gramatical quanto de organização das ideias, estruturação do texto etc. Mas não para aí: a partir do feedback, precisamos mexer de novo no nosso texto, reescrever, e receber então um novo feedback – num ciclo tão mais longo quanto maiores forem as dificuldades dos alunos. O que, em turmas grandes, obviamente é impossível fazer, mesmo porque, se for esse o caso, todo professor se tornará professor de português. Penso que uma disciplina separada de lingua deveria ser oferecida aos alunos com maiores problemas, mas presencial – online com pdfs e testes de múltipla escolha (a pdfquização da EaD) também não ajuda a resolver muita coisa! Caso contrário, chegamos ao ponto de dar um diploma de ensino superior para um aluno que não sabe escrever – mas que tem no seu currículo, por incrível que pareça, a redação de um longo TCC! Para um aluno que teve graves problemas em sua formação no ensino básico, que a universidade se eximiu de reconhecer e procurar enfrentar, porque não considera sua obrigação. Novamente, esst é a minha reflexão a partir do caminho que a discussão tomou, não as palavras do palestrante.

    Carlos chamou também a atenção para registrar sempre para os alunos, em detalhes, os objetivos e os critérios do processo de avaliação. Deixar também bem claro para os alunos que o plano de aula pode sofrer alterações, por diversos motivos, e que então eles devem frequentemente checar o plano de aula atualizado.

    A oficina e a discussão ajudaram a enriquecer minha visão da educação como um processo de produção, de elaboração de produtos por parte do aluno, o que, por sua vez, implica um processo de avaliação mais autêntico, mas sintonizado com o que ele terá que fazer fora da academia. Em certo momento foi dito que é importante saber, na avaliação, o que eu quero perguntar para o aluno. Mas quais são as atividades profissionais em que o aluno ficará respondendo perguntas? Na verdade, talvez fosse mais autêntico pensar, por trás da avaliação: o que eu quero que o meu aluno faça? E então propor colaborativamente o que deve ser feito e com quais critérios aquele processo e produto podem ser avaliados. Com o aluno participando da elaboração dos critérios e inclusive autoavaliando seu progresso, processo e produto, em função dos critérios que ele mesmo ajudou a elaborar. E seus colegas também. Hetero, co e auto avaliação.

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    Metodologias Ativas no Processo de Ensino e Aprendizagem

    Ontem, na abertura oficial da Semana Acadêmica da Universidade Anhembi Morumbi, assisti à palestra do professor Álvaro José Magalhães Neves, da Universidade Federal de Viçosa: Metodologias Ativas no Processo de Ensino e Aprendizagem.

    Ele analisou inicialmente uma imagem de uma aula (ou leitura?) na Idade Média (que não encontrei até agora). Os livros estão nas mãos dos professores, 2 alunos estão conversando e o único que parece prestar atenção é um cachorro! Como não havia livros para todos na época, fazia muito sentido uma aula em que o professor lesse e falasse, e os alunos, por sua vez, tivessem que copiar e memorizar. Álvaro lembrou inclusive que a introdução do livro foi considerada, por muitas universidades, cultura barata na época.

    Entretanto, segundo Álvaro, o aluno só registraria alguma coisa na memória de longo prazo quando faz. Nesse sentido, ele apresentou o método de Peer Instruction, desenvolvido pelo professor Mazur, da Universidade de Harvard, onde Álvaro já esteve inclusive como pesquisador visitante.

    Os ingredientes do método são:

    • estudo prévio (ou seja, incentivar o aluno a aprender com fontes primárias)
    • feedback constante aluno-professor
    • interação constante
    • o aluno tem que fazer

    De acordo com o método de Peer Instruction, a aula deve começar com uma exposição de 7 a 10 minutos, seguida de uma ou mais perguntas. Álvaro fez uma demonstração durante a palestra com leitores da Turning Technologies, que permitem colher automaticamente as respostas dos alunos para um PC ou outros dispositivos.

    O prazo de 10 segundos finais para as respostas eram animados com uma musiquinha. É possível saber inclusive quem respondeu o que, o que ajudaria o professor, mesmo depois da aula, a acompanhar o progresso dos alunos. Se você estiver em um laboratório, um formulário do Google Docs, p.ex., permite realizar as mesmas atividades. Segundo uma pesquisa apresentada por Álvaro, a própria expectativa de saber que responderão perguntas já geraria resultados diferentes, mobilizando os alunos, em comparação àqueles que apenas assistem a uma aula passivamente.

    A partir do nível de acertos e erros dos alunos, a aula tomaria então diferentes rumos:

    • abaixo de 30% de acertos: o professor repete a exposição, obviamente com algumas diferenças
    • entre 30% e 70% de acertos: formam-se grupos de alunos que discutem os temas expostos
    • acima de 70% de acertos: o professor dá uma breve explicação sobre o tema e passa para outro

    Álvaro apresentou trabalhos comparando o ganho de Hake em alunos que tiveram aulas pelo método de Peer Instruction e outros que tiveram aulas pelo método tradicional, com resultados muito mais positivos no primeiro grupo. As taxas de abandono seriam também menores, tanto em pesquisas realizadas em Harvard quanto em outra faculdade norte-americana.

    Uma das explicações possíveis para os resultados positivos seria o ambiente colaborativo criado quando os alunos estudam em grupo, discutem diversos temas e assumem inclusive funções de professores. Além disso, depois de responder uma questão (e errar), o aluno estaria mais aberto para ouvir tanto o professor quanto seus colegas.

    O desafio e o propósito do Peer Instruction, portanto, seria mobilizar o aluno a estudar. Álvaro falou por exemplo do que chamou de Just in Time Teaching, em que os alunos estudam e respondem questões na noite anterior à aula, p.ex., e o professor organiza assim a aula em função dos acertos e erros das respostas.

    Apesar de incentivar o estudo em grupo e os próprios alunos assumirem funções de professores, além da utilização das respostas dos alunos para guiar as aulas, pareceu-me que o método propõe menos o learning by doing do que canta: na verdade, a proposta contina sendo de estudo por parte do aluno, não de projetos e elaboração de produtos, em que a aprendizagem está embutida no próprio fazer. As avaliações nas pesquisas apresentadas, pelo que foi possível perceber, pareceram ainda tradicionais. Ou seja, o Peer Instruction pareceu-me ativo, mas nem tanto!

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    Rubricas no Processo de Avaliação

    Ontem participei de mais uma oficina da Semana Acadêmica da Universidade Anhembi Morumbi: Rubricas no Processo de Avaliação, coordenada pela querida professora Luciana Santos:

    Apresentar a rubrica como ferramenta na construção de métricas de avaliação mais transparentes e eficazes.

    Fiz um brainstorm just-in-time no Facebook.

    O uso de rubricas possibilita que o professor desenvolva e sistematize critérios e indicadores de avaliação, buscando assim reduzir a subjetividade do processo. São ferramentas que servem para auxiliar o professor a construir critérios avaliativos mais transparentes e coerentes em relação a objetivos de aprendizagem determinados. Funcionam, portanto, como um instrumento de avaliação formativa, permitindo ainda o envolvimento dos alunos no processo de aprendizagem e avaliação. Uma ideia interessante é convidar os alunos a proporem sugestões para a elaboração das rubricas pelas quais seus trabalhos e projetos serão avaliados.

    A rubrica deve conter: foco na mensuração de objetivo estabelecido (desempenho, comportamento, ou qualidade), desempenho organizado em níveis e uso de uma referência de classificação para situar o desempenho.

    Eu já tinha registrado por aqui alguns posts que falavam de rubricas, como Rubrics: Avaliação em Educação (2009) e Rubricas & Avaliação (2010).

    Confira um interessante guia sobre avaliação e rubricas, com vários links, e 2 ferramentas para auxiliar a elaboraçaõ de rubricas: Rubistar e Rubrix.

    Referências sugeridas na oficina:

    Avaliação Autêntica

    ESTEBAN, Maria Teresa (Org). Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.

    HOFFMANN, Jussara. Avaliação mediadora. Porto Alegre: Mediação, 1993.

    LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 18 ed. São Paulo: 2006.

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    Elaboração de Instrumentos de Avaliação da Aprendizagem

    Como parte da Semana Acadêmica da Anhembi Morumbi, dedicada a avaliação, participei hoje do curso Elaboração de Instrumentos de Avaliação da Aprendizagem com o professor Carlos Honório.

    Os objetivos do curso eram:

    Apresentar e discutir algumas técnicas para elaboração de questões abertas, fechadas e estudos de caso em instrumentos de avaliação da aprendizagem.

    Fiz uma experiência de compartilhar (e discutir) just-in-time no Facebook algumas ideias que eram apresentadas e discutidas durante o curso.

    Questões Abertas

    Questões abertas são aquelas em que não há alternativas prontas para o aluno escolher, ou seja, ele a liberdade (e obrigação) de construir sua resposta, um processo etc. Não são, portanto, de múltipla escolha.

    Sugiram alguns questionamentos conceituais como: uma questão de cálculo, como por exemplo resolver uma integral, deveria ser considerada uma questão aberta? E uma questão “aberta” não poderia ser fechada quando busca uma resposta específica, pontual? Na verdade, uma questão aberta não precisa ser necessariamente subjetiva – uma questão de cálculo, p.ex., não é.

    Uma questão aberta precisa estar bem contextualizada. Tipos de questões abertas: uma citação para o aluno comentar em função de uma pergunta, uma posição para o aluno avaliar, uma breve introdução seguida de uma questão para o aluno responder etc. Outro tipo: qual a sua opinião ou seu ponto de vista, ou qual opção você acha mais adequada, e essa pergunta vem seguida de “quais as implicações que sua opinião ou opção geram” etc.

    Exemplos de questões abertas inadequadas, porque, dentre outros problemas, não ocorre a contextualização:

    “Quem eram os helenos?”

    “Fale sobre os filósofos gregos.”

    Um dos desafios é como definir critérios para avaliação de questões abertas. No Facebook, o João Marques sugeriu o link do Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério da Educação de Portugal, que apresenta critérios de correcção para questões abertas no exames do ensino secundário, além dos próprios exames. Uma observação interessante feita durante o curso: o professor tem que estar preparado para se surpreender com respostas que não esperava para questões abertas, respostas que sejam criativas, coerentes etc.

    Questões Fechadas

    As questões fechadas, em que há alternativas para o alunos escolher, devem também ser contextualizadas.

    No caso das questões de múltipla escolha, deve haver uma única alternativa correta. Elas não devem contar as opções “todas as alternativas anteriores” ou “nenhuma das alternativas anteriores”. As alternativas devem ter mais ou menos a mesma extensão. Uma opção para fugir um pouco dessas regras: são propostas diversas afirmações, e então – são verdadeiras: a) I, II e IV b) I e II etc. Outra opção: as duas opções são verdadeiras; a primeira justifica a segunda; tanto a primeira quanto a segunda são falsas etc. Ou: A porque B – 1) as 2 afirmações são verdadeiras e a primeira justifica a segunda; etc.

    Foi também sugerido que se deve evitar a proposição de assinalar a alternativa incorreta, mas alguns professores disseram que usam esse tipo de questão, mesmo porque elas fazem parte de exames como Enem e Enade, mas destacam (com negrito, letras maiúsculas etc.) a indicação de que se trata de alternativa incorreta, caso contrário o aluno acaba rapidamente passando para as respostas e fazendo o mesmo que no resto da prova: procura a alternativa correta.

    Outro tipo de questões fechadas são as questões dicotômicas: sim/não, verdadeiro/falso, certo/errado etc. Uma questão dicotômica (p.ex. concordo/não concordo) pode por exemplo ser completada com uma questão aberta – por que concorda ou não concorda? etc.

    Questões dicotômicas devem ser utilizadas com cuidado, sempre justificadas etc.

    Estudos de Caso

    Estratégia de investigação que busca esclarecer uma decisão ou um conjunto de decisões: por que elas foram tomadas? como elas foram implementadas? quais os resultados alcançados? etc. A situação pode ser real ou não. Um estudo de caso pode: descrever o contexto da vida real, estabelecer relações com a vida real, avaliar uma intervenção em curso, explorar determinada intervenção etc.

    Um estudo de caso deve estar dividido em pelo menos 3 partes: contextualização, atividade e avaliação.

    Como sugestão geral, Carlos Honório propôs trabalhar com uma variedade de tipos de instrumentos de avaliação (questões abertas, fechadas, estudos de caso etc.)

    Apresentou também algumas referências bibliográficas (que depois atualizo por aqui), dentre as quais:

    MASETTO, Marcos. O Professor na hora da verdade: a prática docente no ensino superior. Avercamp, 2010.

    FERNANDES, Domingos. Avaliar para aprender: fundamentos, práticas e políticas. Ed. Unesp, 2009.

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    Multimedia

    Começo um novo curso na Boise State University, Edtech 513 – Multimedia.

    Bibliografia Básica:

    CLARK, Ruth Colvin; MAYER, Richard E. e-Learning and the Science of Instruction: Proven Guidelines for Consumers and Designers of Multimedia Learning. 2nd Edition, Pfeiffer. (3 edition, 2011)

    Logo muito mais coisas por aqui!

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    Avaliação

    Um post em construção nas próximas semanas, abordando a teoria, criação e administração da avaliação da aprendizagem, incluindo avaliação formativa e somativa, provas, estratégias para dar nota, rubricas e como alinhar avaliações com objetivos de aprendizagem.

    Uma sugestão inicial de bibliografia:

    Andrade, H., and Du, Y. (2007). Student responses to criteria-referenced self-assessment. Assessment & Evaluation in Higher Education, 32 (2), 159–181.

    Smith, L. J. (2008). Grading written projects: What approaches do students find most helpful? Journal of Education for Business, July/August 2008, 325-330.

    Weaver, M. R. (2006). Do students value feedback? Student perceptions of tutors’ written responses. Assessment & Evaluation in Higher Education, 31 (3), 379-394.

    Os próprios alunos podem ser convidados a contribuir na elaboração de rubricas, p.ex. através da análise de atividades propostas em cursos anteriores. Rubricas devem ter: itens a serem analisados (coluna esquerda), níveis de avaliação (linha superior) e descrição de cada célula (em que cruzam os itens analisados com os níveis de avaliação).

    Um recurso interessante sobre avaliação autêntica: Authentic Assessment Toolbox. Interessante que avaliação autêntica tem o sentido de avaliar habilidades que o aluno terá que utilizar no mundo real, assim como avaliar habilidades complexas, como senso crítico. Mas penso que é importante também considerar que a avaliação em si seja autêntica, ou seja, que o aluno seja avaliado por métodos pelos quais ele será avaliado na vida real.

    E uma ref. sobre rubricas, que aliás andei discutindo por aqui recentemente em outro post:

    Stevens, D. D, & Levi, A. J. (2005). Introduction to rubrics: An assessment tool to save grading time, convey effective feedback and promote student learning. Sterling, VA: Stylus Publishing. Cf. o site Introduction to Rubrics.

    Artigo sobre autoavaliação:

    Andrade, H., and Du, Y. (2007). Student responses to criteria-referenced self-assessment. Assessment & Evaluation in Higher Education, 32 (2), 159–181

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